Palavras Chaves

GESTÃO PÚBLICA EDUCAÇÃO POLÍTICAS PÚBLICAS INOVAÇÃO AMBIENTE COLABORATIVO TECNOLOGIA

domingo, 13 de maio de 2012

A tecnologia, o conhecimento e o gestor


A informação e o conhecimento das novas práticas, como formas de pesquisas e principalmente como formas eficazes de comunicação, desenvolve a compreensão de forma integral dos sujeitos nos aspectos específicos além de introduzi-los no contexto pessoal e emocional. Neste sentido Moran entende que:
Na educação, escolar ou organizacional, precisamos de pessoas que sejam competentes em determinadas áreas de conhecimento, em comunicar esse conteúdo aos seus alunos, mas também que saibam interagir de forma mais rica, profunda, vivencial, facilitando a compreensão e a prática de formas autênticas de viver, de sentir, de aprender, de comunicar-se. Ao educar facilitamos, num clima de confiança, interações pessoais e grupais que ultrapassam o conteúdo para, por meio dele, ajudar a contruir um referencial rico de conhecimento, de emoções e de práticas. (MORAN, 2004, p. 62-63).
Percebe-se que produz interação com as novas ferramentas que a tecnologia  proporciona, principalmente com a interação proporcionada pelas ferramentas educacionais da WEB 2, torna necessário e cria muito mais envolvimento e dedicação na equipe, afim de atingir nossos objetivos educacionais e profissionais.
A estrutura da Web.2.0 foi apresentada pela primeira vez em 2004, com o objetivo de criar uma sustentabilidade teórica para as mudanças que estavam ocorrendo na tecnologia em rede no mundo. As condições para a produção, bem como, para a publicação de conteúdos, facilmente realizados pelos usuários, se tornaram bastante limitadas até o surgimento destas novas ferramentas. Quanto à necessidade de mudança para superação da atividade passiva, transformando o usuário em um colaborador ativo Lévy (1999) afirma que,
o uso crescente das tecnologias digitais e das redes de comunicação interativa acompanha e amplifica uma profunda mutação na relação com o saber. Ao prolongar determinadas capacidades cognitivas humanas (memória, imaginação, percepção), as tecnologias intelectuais com suporte digital redefinem seu alcance. E algumas vezes até mesmo sua natureza. As novas possibilidades de criação coletiva distribuída, aprendizagem cooperativa e colaboração em rede oferecida pelo ciberespaço colocam novamente em questão o funcionamento das instituições e os modos habituais de divisão do trabalho, tanto na empresa como nas escolas. (LÉVY, 1999, p. 98).
Nesta perspectiva, muitas organizações enfrentam problemas devido à insuficiência de conhecimento. Senge defende um modelo de organização que aprende e ele propõe um modelo prático, no qual a chave para a integração da razão e da intuição se baseia especificamente em conceitos como “modelos mentais”, “visão compartilhada”, “aprendizado de equipe” e finalmente “aprendizado organizacional”.  Senge afirma que:
No âmago de uma organização que aprende encontra-se uma mudança de mentalidade – se antes nos víamos como separados do mundo, hoje nos vemos ligados ao mundo, se víamos os problemas como sendo causados por alguém ou como algo “externo”, hoje vemos como nossas próprias ações criam problemas pelos quais passamos. Uma organização que aprende é um lugar onde as pessoas descobrem continuamente como criam sua realidade. E como podem modificá-la. (SENGE, 1998 - p. 12-13)
 Seguindo o padrão dessa teoria de aprendizagem organizacional e ainda dentro das possibilidades disponibilizadas pela educação a distância é possível que o gestor crie condições da organização aprender em equipe a resolver problemas cotidianos no espaço de trabalho. Diante dessa estrutura, fica evidente que a educação é uma das áreas mais privilegiadas com utilização das novas tecnologias, especialmente as relacionadas com a Web 2.0. Torna-se fundamental conhecer, aproveitar e utilizar dos benefícios destas novas aplicações da web, de uso livre que simplificam tremendamente a cooperação entre pares.

Alessandra K. Carvalho


SENGE, Peter M. A Quinta Disciplina – Arte e prática da organização que aprende. Uma nova e revolucionária concepção de liderança e gerenciamento empresarial. São Paulo: Best Seller, 1998.

LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e mediação pedagógica. - Campinas, SP: Papirus, 2004. – (Coleção Papírus Educação)

Dica de Leitura

Pierre Lévy defende que o virtual não se opõe ao real. O autor postula uma  desmistificação dos opostos, enunciando duas dialéticas: possível/real e virtual/atual. Estes quatro conceitos existem nos domínios do latente e do manifesto, o que remete para as noções de subjectividade e de objectividade. O latente anuncia o devir, o manifesto situa-se na esfera da objetivação, da concretização. No âmbito das  dialéticas possível/real e virtual/atual, Pierre Lévy invoca estas quatro formas de existir para definir duas ordens: a da seleção e a da criação, que correspondem aos pares possível/real e virtual/atual, respectivamente.


Este é uma pequena amostra o livro de Pierre Levy, sobre o que é virtual. Traz muitas concepções sobre a virtualização, a imaginação, a memória, o conhecimento, a religião.

Fica então a sugestão de leitura para aqueles interessados em EAD. 

Alessandra K. Carvalho

Analogia com a Gestão Escolar


Ações na esfera local


As políticas públicas são responsáveis pelas maiores mudanças do cenário educacional, entretanto, algumas transformações podem acontecer dentro das unidades escolares se houver um trabalho diferenciado desenvolvido e estimulado pela equipe gestora dentro das necessidades locais de cada comunidade. Abaixo, algumas sugestões de atividades que podem surtir grandes efeitos na transformação e da equipe:

  •   Investimento em formação continuada dos Profissionais da Educação;
  •  Organizar formas de gestão descentralizada, participativa, inovadora, visando à formação de pessoas criativas e autônomas, através de reuniões para avaliação do trabalho ofertado pela a escola e do compromisso dos envolvidos.
  • Acompanhamento pedagógico, o Conselho de Classe institui-se no interior da escola como momento fundamental no acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem pela suas características de comprometimento coletivo, tendo como foco o aluno, o currículo e a analise de todos os dados intervenientes na aprendizagem;
  •  Acompanhamento contínuo tanto da revisão quanto da operacionalização do Projeto Político-Pedagógico, com a participação direta do corpo docente, assegurando a maior aproximação possível entre o discurso declarado e a prática educativa, estabelecendo mecanismos de interação e sinergia que asseguram uma constante auto-avaliação do desempenho dos profissionais que apontam para aspectos que precisam ser melhorados;
  • Trabalhar junto aos alunos na orientação sobre o sistema de avaliação e necessidade de se organizar para o estudo, bem como para a entrega pontual de todas as tarefas, a utilização da biblioteca (estímulo à leitura) e do laboratório (descobertas científicas);
  •  Promover palestras dirigidas aos alunos do período noturno regular e profissionalizante, para que os mesmos possam, através de informações atuais, sentir-se estimulados a freqüentar as aulas, percebendo que os conhecimentos adquiridos na Escola serão necessários para que possam enfrentar um mundo globalizado onde a mudança se faz diariamente;
  •  Unificação de linguagens didáticas, facilitando o processo ensino aprendizagem e permitindo maior entendimento dos alunos;
  • Entender o valor da avaliação como parâmetro diário para um re-planejar constante da prática e não como medida de valor inexorável;
  •  Investir no processo ensino aprendizagem como bem maior a ser perseguido, com a implementação de projetos pedagógicos e culturais, possibilitando a articulação entre cultura, conhecimento, saúde e lazer;
  •  Conscientizar os docentes, funcionários, direção e equipe pedagógica da importância do trabalho em equipe para obtenção de um funcionamento integral da Escola, estimulando uma relação de igualdade, respeito e consideração mútua;
  •  Manter atualizado os laboratórios de informática, de física e biologia, bem como os materiais de apoio pedagógico e administrativo dando condições de trabalho à todos os colaboradores da escola;
  • Revitalização das atividades do Grêmio Estudantil.
 
 Fonte: http://minasvirtual-grupob.blogspot.com.br/


Vídeo - VIda Maria