A
informação e o conhecimento das novas práticas, como formas de pesquisas e
principalmente como formas eficazes de comunicação, desenvolve a compreensão de
forma integral dos sujeitos nos aspectos específicos além de introduzi-los no
contexto pessoal e emocional. Neste sentido Moran entende que:
Na
educação, escolar ou organizacional, precisamos de pessoas que sejam
competentes em determinadas áreas de conhecimento, em comunicar esse conteúdo
aos seus alunos, mas também que saibam interagir de forma mais rica, profunda,
vivencial, facilitando a compreensão e a prática de formas autênticas de viver,
de sentir, de aprender, de comunicar-se. Ao educar facilitamos, num clima de
confiança, interações pessoais e grupais que ultrapassam o conteúdo para, por
meio dele, ajudar a contruir um referencial rico de conhecimento, de emoções e
de práticas. (MORAN, 2004, p. 62-63).
Percebe-se
que produz interação com as novas ferramentas que a tecnologia
proporciona, principalmente com a interação proporcionada pelas
ferramentas educacionais da WEB 2, torna necessário e cria muito mais
envolvimento e dedicação na equipe, afim de atingir nossos objetivos
educacionais e profissionais.
A
estrutura da Web.2.0 foi apresentada pela primeira vez em 2004, com o objetivo
de criar uma sustentabilidade teórica para as mudanças que estavam ocorrendo na
tecnologia em rede no mundo. As condições para a produção, bem como, para a
publicação de conteúdos, facilmente realizados pelos usuários, se tornaram
bastante limitadas até o surgimento destas novas ferramentas. Quanto à
necessidade de mudança para superação da atividade passiva, transformando o
usuário em um colaborador ativo Lévy (1999) afirma que,
o
uso crescente das tecnologias digitais e das redes de comunicação interativa
acompanha e amplifica uma profunda mutação na relação com o saber. Ao prolongar
determinadas capacidades cognitivas humanas (memória, imaginação, percepção),
as tecnologias intelectuais com suporte digital redefinem seu alcance. E
algumas vezes até mesmo sua natureza. As novas possibilidades de criação
coletiva distribuída, aprendizagem cooperativa e colaboração em rede oferecida
pelo ciberespaço colocam novamente em questão o funcionamento das instituições
e os modos habituais de divisão do trabalho, tanto na empresa como nas escolas.
(LÉVY, 1999, p. 98).
Nesta
perspectiva, muitas organizações enfrentam problemas devido à insuficiência de
conhecimento. Senge defende um modelo de organização que aprende e ele propõe
um modelo prático, no qual a chave para a integração da razão e da intuição se
baseia especificamente em conceitos como “modelos mentais”, “visão
compartilhada”, “aprendizado de equipe” e finalmente “aprendizado
organizacional”. Senge afirma que:
No
âmago de uma organização que aprende encontra-se uma mudança de mentalidade –
se antes nos víamos como separados do mundo, hoje nos vemos ligados ao mundo,
se víamos os problemas como sendo causados por alguém ou como algo “externo”,
hoje vemos como nossas próprias ações criam problemas pelos quais passamos. Uma
organização que aprende é um lugar onde as pessoas descobrem continuamente como
criam sua realidade. E como podem modificá-la. (SENGE, 1998 - p. 12-13)
Seguindo o
padrão dessa teoria de aprendizagem organizacional e ainda dentro das possibilidades
disponibilizadas pela educação a distância é possível que o gestor crie
condições da organização aprender em equipe a resolver problemas cotidianos no
espaço de trabalho. Diante dessa estrutura, fica evidente que a educação é uma
das áreas mais privilegiadas com utilização das novas tecnologias,
especialmente as relacionadas com a Web 2.0. Torna-se fundamental conhecer,
aproveitar e utilizar dos benefícios destas novas aplicações da web, de uso
livre que simplificam tremendamente a cooperação entre pares.
Alessandra K. Carvalho
SENGE, Peter M. A Quinta Disciplina – Arte e prática da
organização que aprende. Uma nova e revolucionária concepção de liderança e
gerenciamento empresarial. São Paulo: Best Seller, 1998.
LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
MORAN, José
Manuel. Novas tecnologias e mediação
pedagógica. - Campinas, SP: Papirus, 2004. – (Coleção Papírus Educação)
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